E se fosse possível criar livremente?

Pedras

E por qual motivo não é?

É algo no que estive pensando recentemente, nos “e se” da vida. O quanto de criação que fica entalada na gente simplesmente pela falta de condições de se trabalhar nisso livremente. E o quanto isso deveria ser um empecilho também.

Talvez nos reunirmos num domingo pra ensaiar algo que nos divirta ou que possa divertir outras pessoas. Ou mesmo fazer pensar e disputar a subjetividade das narrativas através da arte.

Achei interessante o conceito de “disputar a subjetividade”.

Sempre achei que a subjetividade fosse algo bastante pessoal, mas percebo que não é bem assim. Nesse sentido, conceitualmente, é a ideia de iluminarmos, através da arte, a subjetividade que está “alienada” por conta de… bom, por conta de muita coisa.

Uma das principais pode ser a ecoansiedade. Essa sensação constante de fim de mundo. A constância das notícias sobre algum desastre natural ou o nosso próprio desconforto com o calor extremo ou mesmo o frio brutal ou até a chuva torrencial, o temporal, a tempestade, o vento soprando a água sem uma direção definida.

Grotesto e escatológico demais, talvez? Quem sabe sim, pensando em como levar ideias pra mais pessoas. O quanto pelo amor é possível. O quanto um pouco de ódio é necessário?

O quanto de indignação é suficiente pra nos fazer querer aprender a lutar?

Na disputa pela subjetividade, na busca por um mundo melhor, na destruição de narrativas absurdas. Onde é o limite?

E se o domingo for nosso pra descobrir? Se nos juntarmos para criar? Se nossas armas forem as palavras, nossos corpos, as ideias, o alcance?

Ideias…